terça-feira, 19 de maio de 2009

Aprendente

O sujeito para aprender deve estar em constante movimento. Este movimento vai levá-lo a descobrir e a formar novos esquemas, e é desta forma que se inicia a aprendizagem. O sujeito aprende quando da interação com o meio ou objeto e este conhecimento possui movimentos circulatórios e não lineares como pensado anteriormente.
Uma vez que o sujeito defronta-se com um novo esquema ele não anula o anterior mas, agrega novas informações, se stas informações não servem para o esquema anterior é a partir do primeiro esquema que ele irá formar um novo esquema. E para que o aluno ou o aprendente forme este novo esquema assimile e depois acomode será necessário que o educador problematize a nova situação assim decorre o interacionista.
Esquemas são estruturas mentais que se adaptam e se modificam diante de uma nova descoberta ou situação.
O sujeito que não corresponde ou apresenta dificuldades de aprendizagem é o sujeito que não reage ao novo, não consegue organizar as informações, ou é muito ativo ou muito quieto são os opostos.
Quando descobre-se a causa é possível descobrir e diagnosticar o problema. Quase sempre oriundos das relações subjetivas e culturais no entorno deste aluno.
Nos tempos atuais estamos recebendo crianças com diagnósticos de hiper ou hipo ativos, o que no meu ver significa a super proteção ou compensação dos pais de não estarem presentes o suficiente com o filho, o que leva os mesmos a terem atitudes compensatórias que, muitas vezes acaba na falta de limite.
Esta falta de limite resulta no alunos desprovido de atenção concentração e incapaz de se organizar no seu espaço e nas informações recebidas, para produzir seus esquemas. ( Material de apoio Fogaça.Josilda prof. Feevale Curso de Psicopedagogia)

3 comentários:

Lise Silveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lise Silveira disse...

Cida, bem interessante o que destacas. Sabe que realmente existe uma banalização sobre a hiperatividade, muitas vezes pelos próprios profissionais que preferem remediar do que trabalhar a família (nesse caso os médicos). Os educadores, muitas vezes, também reforçam a necessidade de medicação quando o próprio médico não recomenda. É o exercício de "passar a bola" e quem sai prejudicado é o aluno. Porém existem os bons profissionais e é sempre bom uma segunda opinião. Um abraço, Liseane

Geny disse...

Querida aluna Maria Aparecida dos Santos (Cida)!
A partir de hoje vou fazer parte dos comentários no seu portfólio.
Gostei muito de ler os registros apresentam clareza, objetividade com questionamentos reflexivos. As referências quanto os PAS, é plausível buscar entender Bullying um fenômeno mundial tão antigo quanto à escola. A freqüência com que vem acontecendo o fenômeno de violência nas escolas é preocupante. Muito importante a consciência de que o educador necessita apropriar-se de conceitos significativos, para que haja qualidade no ensino.
Posso adiantar que não existe nem uma prática, que por traz não tenha uma teoria, é só observar!
O que acontece com a Inclusão nas escolas, os alunos com necessidades especiais. A maioria das escolas não está preparada para trabalhar com determinadas dificuldades, nem tem recursos humanos, nem recursos de espaço físico, sei que não é fácil cumprir a Lei da Inclusão.
Concordo que a falta de limites, é um dos problemas que se apresentam com muita freqüência em todas as escolas, que já conheci. E na maioria das vezes é reflexo da educação na família ou a falta de educação. A Escola deveria só aprimorar e não ser a responsável por essa falta de limites
Todas as suas colocações são muito importantes. Parabéns por seus questionamentos!
Obrigada Por suas postagens!
Um grande abraço,
Professora Geny Schwartz da Silva
Tutora Seminário Integrador VI
PEAD/FACED/UFRGS