Em qualquer lugar onde estiverem três ou mais pessoas e que o assunto tratado se remete a educação a fala que ouviremos será sempre a mesma “ teoria é uma coisa prática é outra”.
È verdade, pois novamente quando da oportunidade em reler um dos artigos da LDB 9394/96 em que está direcionado a Educação Especial que, faz referência ao que deve ser feito por partes dos sistemas de maneira a incluir nossos educandos especiais em escolas regulares, tudo é muito bonito e nos chama atenção justamente pelo fato de que tudo que precisamos para trabalhar com alunos com ou sem deficiência física, mas com dificuldades de aprendizagem no papel parece ter uma solução bem simples.
Art. 59 . Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais:
I – currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades;
III – professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para
atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns;
Mas tenho certeza que, na realidade isto não ocorre, pelo fato que ao longo dos anos a qualidade de ensino vem deixando a desejar, não procuremos aqui culpados, mas motivos para que tal fato aconteça.
Primeiro nossos professores não recebem uma preparação adequada, uma qualificação profissional com cursos seminários pelo simples fato de que precisam trabalhar numa jornada de 40 horas, pois o que ganham também não lhes garante uma qualidade de vida e, muitas vezes as escolas não possuem professor substituto para que o titular possa realizar tal curso, isto em referência a rede estadual.
Outro fato a ser citado são os profissionais específicos para cada tipo de atendimento. A fim de poder através de mecanismos conseguir melhorar as condições do nosso aluno diante das dificuldades que este apresenta, seja elas de ordem emocional, psicológica, fono, neurológica e em muitos caso o trabalho de um psico-pedagogo pode ajudar e muito o educando a conseguir a assimilar e acomodar informações após organizar seus esquemas de aprendizagem.
Então, se realmente as Leis fossem cumpridas, de maneira que cada professor pudesse viver dignamente, com respeito e valorização, que os sistemas de ensinos pudessem fazer valer tudo aquilo que é proposto na lei, com certeza a educação no Brasil seria outra e ainda estaria num patamar de primeiro mundo.
A escola e seus professores, particularmente, não podem ser tomados como únicos responsáveis pela garantia da aprendizagem de todos os alunos, mas sim como parte integrante da implementação de políticas de educação, que devem estar explicitadas em programas de governo e ordenadas em metas e objetivos nos planos de educação em âmbitos das três esferas de governo (MITTLER, 2003).
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