segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A oralidade um vínculo entre o pensar e o escrever

“... a fala, por sua vez, é um passo transformador em termos cognitivos, uma vez que é a linguagem que organiza o pensamento. "O pensar não se estrutura internamente, mas no momento da fala.” (Gastaldi apud Gurgel, 2009).

Podemos observar que tanto os sujeitos não-alfabetizados adultos quanto as crianças possuem formas de se expressar e a elas chamamos de narrativa ou oralidade.
A maneira que encontram para estabelecer relações com o mundo letrado é oportunizada através da fala, diálogos que por sua vez são compreendidos por aquele que escuta e interage com eles.
A comunicação é um elo entre aqueles que freqüentam contextos de vida diferente a interação entre o sujeito e objeto é capaz de proporcionar meios de avanço para a forma escrita.
Sendo assim, à medida que o sujeito vai se apropriando do conhecimento também lhe é permitido adentrar nas questões sociais pertinentes, visto que todo processo de alfabetização é antecedido pela oralidade, expressões orais que aos poucos vão sendo decodificadas e uma vez de posse deste processo o sujeito perceba que a escrita é o registro daquilo que é dito, devendo estar voltada para a produção de sentido e função social. O professor deve cumprir com o papel de mediador.

Um comentário:

Marga disse...

Olá abençoada!

Compreender que o sujeito carrega consigo sua "identidade" no que tange a leitura de mundo que ele vive e explorar isso no universo escolar pode ser o caminho que leva a alfabetização e a oralidade é a chave que abre a porta para esse caminho. Pelo teu texto, entende-se que tua experiencia com esse público é intensa. Sugiro que nas tuas próximas produções, tu registre alguns recortes dessa tua prática, para alinhavar com a teoria que tem sido explorada no Eixo.
Abração...