Uma aula baseada na horizontalidade
Esta semana pude comprovar o que muitas vezes vem sido lido e debatido no curso de Pedagogia, uma delas diz respeito as práticas de sala de aula e como se dão as relações dentro das mesmas, onde os sujeitos da aprendizagem são tanto o professor quanto o educando. Segundo Freire apud Cavalcante, educação é um encontro entre interlocutores, que procuram no ato de conhecer a significação da realidade e na práxis o poder da transformação.
Pensando nas práticas de sala de aula podemos notar nitidamente de que forma cada professor trabalha, se cria meios para que seus alunos possam crescer numa atitude de autonomia ou se ao contrário continua priorizando a educação do oprimido, onde sua fala, suas atitudes dizem respeito ao autoritarismo e não a autoridade que resulta em respeito mútuo.
Portanto é pensando em autonomia que conduzo as práticas de minha sala de aula, onde na escuta da fala do meu aluno posso perceber suas curiosidades e desta forma poder conduzir da melhor forma os assuntos a serem tratados, bem como as descobertos que se darão de maneira recíproca, pois, da curiosidade deles também podemos criar subsídios para nossas práticas, desta forma a questão ensino- aprendizagem será o resultado do interesse e do processo de aquisição de saber ressignificado.
Esta aprendizagem se dará pelo processo de descoberta de algo que tenha algum significado no momento para o aluno, que proceda de uma discussão de um determinado assunto, foi exatamente o que aconteceu na última quinta- feira quando deveria iniciar um projeto de aprendizagem com os alunos. Pensei num determinado assunto que achava ser do agrado deles, devido as atividades anteriores propostas aos mesmos, mas as conversas e o interesse deles me conduziu a outro assunto, ou seja a questão da perda dos dentinhos de leite visto que os educandos encontram-se na idade para início das trocas dentárias, o assunto foi tratado com tranqüilidade e interesse pela turma, não imposta mas prevalecendo a horizontalidade de ambas as partes diante da construção dos processos para a aquisição de um novo saber.
Nesse sentido, as ideias freireanas servem como orientação para o processo de formação docente no que se refere à reflexão crítica da prática pedagógica que implica em saber dialogar e escutar, que supõe o respeito pelo saber do educando e reconhece a identidade cultural do outro.( Cavalcanti)
E é neste momento que o professor deve atentar para a opinião dos seus alunos, nas muitas conversas informais onde podem ser encontradas subsídios para desencadeá-lo de atividades, projetos, pesquisas em fim, o aluno é a bússola das práticas de salas de aula sua curiosidade aguçada nos lança a discutir sobre idéias e assim num processo horizontal, poder interagir melhor com nosso aluno, aproveitando todas as deixas buscando transformá-las em fontes de pesquisa ou projeto
Bibliografia
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 17.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
____________. Pedagogia do Oprimido. 13.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
Márcio Balbino Cavalcante,
Professor de Geografia e Coordenador de Projetos Educacionais da
Secretaria Mul. de Educação do município de Passa e Fica, RN.
Endereço eletrônico: cavalcantegeo@bol.com.br
terça-feira, 11 de maio de 2010
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Um comentário:
Na postagem, tu remete o texto de forma generalizada,aos educadores em geral...então, é assim que tu te sentes? como uma professora que atende a tudo o que a teoria citada aponta? Abracitos e Parabéns pelo ótimo trabalho!
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